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Entre dois mundos: conheça artistas com nível superior completo

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Quantas vezes já ouvimos a frase “vontade de largar tudo e vender minha arte na praia”? Normalmente, ela é dita com um pouquinho de “the boche”. Afinal, a maioria das pessoas costuma pensar na carreira artística como algo distante… Mas, na real, algumas vezes, só o que a gente precisa é ter coragem para perseguir nossos sonhos. Tá pensando em como fazer isso? Quer inspiração? Então, leia o post e conheça artistas com nível superior completo. Eles mostram como é possível fazer sucesso em dois mundos diferentes.

Música é cura

Quando somos crianças, é muito comum ouvirmos “o que você quer ser quando crescer?”. Geralmente, os mais novos logo pensam em profissões com as quais tiveram mais contato até o momento, como médico, professor e policial. Mas, conforme crescemos, nem sempre continuamos com essa ideia em mente. Descobrimos muitos talentos, inclusive voltados à criatividade. E então, surge a dúvida do que fazer: optar por uma carreira mais segura e tradicional ou ceder à aptidão artística?

Mas quem disse que precisa escolher? Com um pouquinho de esforço e curiosidade, é possível que você conheça diversos artistas com nível superior completo. Fernando Pivelli é um exemplo de que é possível ser muito feliz conciliando as duas coisas! Pois, além de cantor e compositor, ele também é médico. Segundo Pivelli, a música sempre esteve presente em sua vida. Já a medicina veio um pouquinho depois, quando estava no colegial e precisou optar por uma profissão.

Além da facilidade com a área de biológicas, a maioria de seus familiares trabalha na saúde, levando-o a se interessar pela profissão. Já a música, por outro lado, não pode nem ser considerada opção. “Ela está aqui dentro, o tempo todo”, afirma. Foi por isso que, ainda em seu curso na UNISA (Universidade de Santo Amaro), percebeu que não havia motivos para não permitir que outras pessoas apreciassem sua arte.

Assim, tocou em bandas e até mesmo sozinho. Além de compor por pura diversão. Foi aí que percebeu que poderia usar esse tempo para compor mais canções, gravá-las e lançá-las. Tornando, assim, a música algo profissional. Mas mantendo a Medicina como sua principal fonte de renda. Segundo ele, “música é cura, e a medicina também”, permitindo que ele leve, nos dois casos, muita alegria às pessoas ao seu redor.

Versatilidade e trabalho em equipe

Gum Pop

https://www.youtube.com/watch?v=bnbSENjc-Rc

Ainda está inseguro? Quer conhecer mais artistas com nível superior completo? Bom, sabemos que não é fácil conciliar atividades tão diferentes… Mas não há como negar que, com o apoio dos amigos, todo mundo tem mais força para correr atrás dos sonhos. Desse modo, nada melhor que fazer parte de um grupo em que os integrantes possuem experiências diferentes. Mas, ao mesmo tempo, parecidas. É o caso da banda Gum Pop, que conta com cinco mulheres graduadas em diversos cursos, transitando por saúde e comunicação.

A voz do sonho

No caso da vocalista Ciça Bayer, cursar fonoaudiologia foi um ótimo jeito de agregar conhecimentos ao seu trabalho com a voz. Pois a formação permitiu que ela conhecesse outras questões ligadas à área, como por exemplo, comunicação humana. Segundo ela, essa experiência trouxe recursos que contribuem muito para se expressar melhor por meio da fala.

[Dica da Redação: se interessou pelo assunto? Confira a entrevista que fizemos com a fonoaudióloga Camila Loiola, especialista em voz profissional.]

Comunicando a arte

Sabemos que uma boa comunicação é essencial na administração de qualquer carreira artística. Dessa forma, Samantha Ciuffa, guitarrista da Gum Pop, explica que sua formação em jornalismo fez com que percebesse todos os processos da banda de uma forma diferente. Especialmente em relação às redes sociais e ao mundo digital de forma geral. Segundo ela, seus estudos ajudam a entender que tipo de conteúdo a banda deve produzir, onde publicar, como se comunicar com o público etc.

Além disso, por ter trabalhado bastante tempo com fotografia, apurou sua percepção estética na hora de tirar fotos e gravar vídeos. Assim como escolher quais materiais serão publicados. “Praticamente, passo o tempo todo pensando em como transformar nossas ações em conteúdos e em como podemos nos comunicar de forma eficiente com nossos seguidores”, afirma.

No caso da vocalista formada em Rádio e TV, Marina Stecca, seu “olhar por trás das câmeras” auxilia em diversos processos técnicos e comunicativos. Nesse sentido, ela conta que, durante a faculdade, teve oportunidade de experimentar um pouco de cada área. Atualmente, essa experiência permite que ela pense melhor em pré-produção, público-alvo, figurino, captação de áudio, gravação e edição no momento de montar um show ou gravar conteúdo.

Segundo Stecca, antes da pandemia, o grupo costumava passar muito tempo na estrada fazendo apresentações e gravando de forma independente. Consequentemente, seu conhecimento se tornou essencial. Muito além da prática, a vocalista sente que sua formação acadêmica a auxilia a ter mais cuidado com o conteúdo e a maneira como ele vai chegar aos consumidores. Principalmente neste momento de total foco no mundo digital.

Arte com fundamento

Quando o assunto é consciência social, o conhecimento de Dani Righetti em história, adquirido durante sua formação em biblioteconomia, agrega muito na percepção de questões políticas e econômicas nas quais a banda está inserida. Desse modo, é possível interpretar e compreender melhor as movimentações e transformações da sociedade.

Além disso, a faculdade também ofereceu experiência em arquivologia, que se tornou essencial para a administração da Gum Pop. Afinal, inclui atividades de gestão interna, assim como noções de organização de documentos e informações produzidas pelo grupo.

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Gum Pop / Foto: Beatriz Person

Mente saudável é mente produtiva

É sempre importante pensarmos também na saúde mental dos artistas, uma vez que esses profissionais podem viver dias de muita instabilidade (ainda mais na pandemia!). Nesse contexto, Marília Galletti, formada em psicologia, afirma que sua profissão auxilia a perceber os acontecimentos sob diferentes pontos de vista, além de lidar com questões inerentes ao ser humano. Afinal, para ela, a arte, em especial a música, é uma área intimamente ligada ao indivíduo e, consequentemente, às dificuldades que cada um carrega dentro de si.

D’Maori

https://www.youtube.com/watch?v=HG2AibmEAIo&authuser=4
D’Maori – London Baby (Feat. Colméia & Erick Jay)

[Dica da Redação: Curtiu o som? Então, se liga nessa live que fizemos com Erick Jay falando sobre os desafios de ser DJ em plena quarentena!]

Conheça mais artistas com nível superior completo na banda D’Maori. Aqui, os meninos também mostram que é possível realizar diferentes atividades. O baterista Renato Coletta, por exemplo, formado em jornalismo, utiliza seus conhecimentos em comunicação para escrever músicas e gerar ideias de novos conteúdos para as redes sociais, com o intuito de divulgar o trabalho do grupo. Além disso, a experiência acadêmica auxilia na busca de parceiros para projetos e apresentações, permitindo que a banda tenha contato intenso com o público.

No caso do vocalista Renan Rodrigues, a formação em administração é extremamente útil em sua carreira artística. Pois, segundo ele, esse conhecimento está presente em tudo. Até mesmo em nossa rotina, desde o começo de cada dia, momento em que costumamos programar nossas tarefas, visando os melhores resultados.

Rodrigues afirma que, na banda, esse conhecimento é colocado em prática durante a discussão da logística para shows, programação orçamentária e, principalmente, montagem de cada setlist. Dessa maneira, é possível transmitir o melhor possível ao público, levando novidades e entendendo o movimento de cada lugar por onde o grupo passa.

Autonomia de ser feliz

O baixista Joao Pedro Dias segue seus atendimentos em odontologia, área que costuma exigir muito dos profissionais. Tanto em relação aos atendimentos em várias cidades, quanto à necessidade de constantes especializações e atualizações. Nesse cenário, ele afirma que conciliar tais tarefas com shows, lives, ensaios e gravações de clipes é realmente um desafio.

A solução encontrada foi trabalhar como autônomo, o que permite que ele adeque seus horários para que tudo aconteça. Contudo, nem sempre é possível realizar esse trabalho. Nesses casos, Dias afirma que pode contar com a parceria de seus amigos da banda, Renan e Renato, para, por exemplo, ajustar seus equipamentos em uma passagem de som. “Desse modo, fazemos a banda acontecer, sempre de um jeito que um fortalece o outro”, finaliza.

Entre duas paixões

Arte e esporte

https://www.youtube.com/watch?v=n0smuuJ8IwE&authuser=4

Não são poucas as vezes em que escutamos as pessoas dizerem que utilizam a arte ou o esporte como refúgio para a tensão cotidiana. Agora, se um só já ajuda, imagina aproveitar um pouquinho dos dois mundos? Foi o que fez o cantor e compositor Rick Roncoletta, vocalista da NDK, banda que já tocou no Festival João Rock.

Assim como a música, o futebol esteve na vida do artista há muito tempo e sempre foi uma paixão. Ele conta que foi goleiro de futsal de salão federado por vários anos, além de ter treinado futebol de campo no Paulista de Jundiaí. Ingressou, portanto, em Educação Física na Unesp de Rio Claro e, após se formar, trabalhou por um tempo de carteira assinada.

Roncoletta afirma ter feito a escolha de curso com muita tranquilidade, pois, na época, vivia muito o esporte e ainda estava aprendendo sobre arte. Mas a banda foi crescendo e passou a oferecer bom retorno financeiro. Dessa forma, o artista decidiu que estava na hora de apostar integralmente na música. “Acho que são momentos. Encaro com naturalidade, deixando acontecer naturalmente”, explica.

O esporte ainda está presente em sua vida, por meio de caminhadas e partidas de futebol com os amigos. Ele afirma ser muito grato à arte e à cultura, assim como à atividade física, por ter permitido que chegasse até aqui.

Viagem? Eu chamo de criatividade!

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Raul Paiva

Conheça outros artistas com nível superior completo, como o músico Raul Paiva, da banda Revoluzen, que é apaixonado pela arte desde pequeno e, por influência dos pais, sempre sonhou em ter sua própria banda. Na hora de ingressar na graduação, sua paixão por conhecer novas culturas e lugares o levou a escolher Turismo. Ele diz que, quando amadurecemos, percebemos que, mesmo com os desafios, há como conciliar esses trabalhos.

https://www.youtube.com/watch?v=EiT-H5YhzHY

Paiva afirma que já se sente feliz só de estar fazendo sua música, principalmente por saber que esse trabalho tem impactado positivamente a vida das pessoas. Ele conta com seus conhecimentos acadêmicos para ajudá-lo na construção de uma ampla visão de mundo, com foco em questões sociais e culturais, tema recorrente em suas músicas. Além do repertório, a faculdade permitiu que ele aprendesse sobre produção de eventos, algo muito importante para qualquer carreira artística.

Arte e comunicação

https://www.youtube.com/watch?v=pvd_odL6rb0&authuser=4

O cantor PEU, de Salvador, conta que também sempre teve exemplos artísticos dentro de casa. Após finalizar o terceiro ano do Ensino Médio, percebeu que o melhor a se fazer era optar por um curso que pudesse ajudá-lo com sua carreira musical. Ingressou, então, em administração, mas, após seis meses, decidiu trancar a faculdade para viver unicamente de música.

Um ano e meio depois, PEU decidiu cursar Publicidade e Propaganda por conta do interesse pela divulgação de sua música e a proximidade com o mundo criativo. Decidiu conciliar, então, os conhecimentos acadêmicos com sua carreira musical, como por exemplo, no âmbito da musicalidade e criação de jingles para a profissão.

Segundo PEU, a publicidade também o ajuda muito em relação ao posicionamento de marca e conceito, desde as cores à tipografia escolhidas, que firmam na cabeça do público. Afinal, são formas rápidas de se comunicar com os consumidores, direcionando a cada elemento sua devida importância.

Arquitetando o futuro

https://www.youtube.com/watch?v=9HsIrHGcZLE&authuser=4

Igor Liberato, cantor e compositor baiano, convive com a arte desde pequeno. Ele afirma que, com apenas dois anos de idade, costumava ouvir discos de Luiz Gonzaga e já era apaixonado por música. Na hora de optar por uma graduação, seguiu o caminho da arquitetura, pela ligação do curso com a arte.

Logo no início da faculdade, passou a fazer parte de uma banda, que acabou se tornando algo profissional. A partir daí, Liberato conta ter ficado em dúvida sobre o curso escolhido. Foi difícil manter o foco nos estudos. Mas, com o tempo, percebeu que as matérias e pessoas às quais tinha acesso na faculdade poderiam fazer toda a diferença em sua carreira artística.

“Não vejo a minha música de hoje como algo que independe da arquitetura, nem vice-versa. Eu sou um corpo só, uma cabeça só, então acaba sendo tudo a mesma coisa”, explica. Hoje, Liberato concilia sua carreira musical e o trabalho com coreografia e design, provando que é sempre o momento de abraçar seus sonhos.

Para se inspirar ainda mais, não pare por aí: pesquise e conheça bastante sobre esses e outros artistas com nível superior completo. A teoria é importante, mas é o exemplo que nos dá força para perseguir os sonhos e objetivos!

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